Matheus R. B. Hentschke
Há um fato notório, proferido à exaustão, no cinema e na arte em geral: quase tudo se copia, se inspira e pouco é verdadeiramente original. Com isso em mente, analisar A Lei da Noite traz à memória os inúmeros exemplos com a temática da máfia, como O Poderoso Chefão de Coppola, Cassino e Os Bons Companheiros de Scorsese e Scarface de De Palma. Todos ótimos exemplares de um gênero que segue uma cartilha de eventos recorrentes, como cada criminoso ser dispensável, a atmosfera constante de que todos terão seu dia de ascensão no crime, mas que a queda sempre soará como um amanhã próximo, as alianças e as rixas entre famÃlias, a violência, o estilo.
A Lei da Noite bebe dessa fonte inesgotável de um gênero que já viveu seu auge a aproximadamente 30 anos atrás, mas que continua sendo reverenciado e homenageado ainda nos dias de hoje. Contudo, o filme dirigido, escrito e protagonizado por Ben Affleck soa mais como uma ofensa do que como uma inspiração acertada nas obras que outrora dominavam a sétima arte em termos de qualidade.
